O Único Animal

in Temas by on julho 29th, 20111 Comentario

O homem é o único animal que ri dos outros.
O homem é o único animal que passa por outro e finge que não vê.
É o único que fala mais que o papagaio.
É o único que gosta de escargots (fora, claro, o escargot).
É o único que acha que Deus é parecido com ele.
E é o único…
que se veste;
que veste os outros;
que despe os outros;
que faz o que gosta escondido;
que muda de cor quando se envergonha;
que sabe que vai morrer;
que pensa que é eterno;
que não tem uma linguagem comum a toda espécie;
que se tosa voluntariamente;
que lucra com os ovos dos outros;
que pensa que é anfíbio e morre afogado;
que tem bichos;
que joga no bicho;
que aposta nos outros;
que compra antenas;
que se compara com os outros;

O homem não é o único animal que alimenta e cuida das suas crias,
mas é o único que depois usa isso para fazer chantagem emocional.
Não é o único que mata, mas é o único que vende a pele.
Não é o único que mata, mas é o único que manda matar.
E não é o único…
que voa, mas é o único que paga para isso;
que constrói casa, mas é o único que precisa de fechadura;
que constrói casa, mas é o único que passa quinze anos pagando;
que foge dos outros, mas é o único que chama isso de retirada estratégica;
que trai, polui e aterroriza, mas é o único que se justifica;
que engole sapo, mas é o único que não faz isso pelo valor nutritivo.

Luis Fernando Veríssimo

Dicas para fotografar animais

in Temas by on julho 28th, 2011Sem comentarios

Para quem aprecia animais de estimação, não há nada mais prazeiroso do que fotografa-los. Certamente você já tentou fotografar seu animal de estimação e percebeu que para obter uma boa foto, a tarefa não é tão fácil assim.
Pode se levar algum tempo para conseguir uma foto perfeita, mas existem alguns truques para facilitar o trabalho.
Ai vai algumas dicas de profissionais capacitados:
LUZ
Foto quer dizer luz! Escolha um dia nublado, com céu encoberto, pois você terá uma iluminação uniforme, sem grandes variações, além de não ter um foco de luz específico, podendo ter mais liberdade para escolher o fundo.
FUNDO
Deve estar sempre longe do animal e sem muitos elementos. Quanto mais homogêneo, melhor ficará a foto, pois o animal aparecerá em destaque.
LOCAL
É fundamental levar o animal a um parque ou praça próximos a sua casa. Locais novos estimulam os animais.
CUIDADOS
É bom não alimentar o animal no dia da foto para que ele possa ficar entretido com algum petisco. Cuide dos detalhes como dar um bom banho e escovar bem a pelagem.
MOMENTO DA FOTO
Após todos os preparativos, posicione-se e aguarde o momento da foto. Lembre-se sempre de tentar prever a reação do animal, só assim você estará com tudo preparado no momento do ‘click’.
Procure nunca estressar o ‘modelo’, porque um animal estressado nunca irá lhe render uma boa imagem.
Se não conseguir a foto em 10 minutos, deixe o animal descansar e tente novamente pelo menos duas horas depois. Em dias de muito calor, esse tempo pode cair pela metade.
Mãos a obra, boa fotos.
Abraços!!!

DOR

in Espiritismo/animais by on julho 27th, 2011Sem comentarios

“Associação Internacional para o Estudo da Dor” define-a como sendo “uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a danos reais ou potenciais ao tecido, ou descrita como se houvesse tal dano”. A presença da dor nas experiências com animais Há casos em que a dor compõe a pesquisa. Aí, os períodos são estritamente os necessários. Na maioria, contudo, a anestesia está presente. Nenhum pesquisador age com crueldade.
A própria ética científica norteia o comportamento das pesquisas e quando é detectado sofrimento desnecessário o processo é naturalmente obstado pelo próprio encarregado. A dor não agrada a ninguém: a quem a provoca, menos ainda a quem a sente. Pensar que alguém provoca dor por gosto ou mesmo por irresponsabilidade impõe que do contexto “animais de laboratório” sejam excluídos pesquisadores e inseridos sádicos; nessa hipótese, o “sadopesquisador” (?) certamente não terá qualquer espaço ou futuro, não só pelos testemunhos dos colegas mas principalmente pela ausência de bons resultados, eis que animais maltratados resultam em conclusões insatisfatórias.
Sem condenação “a priori”:
a. agrada-nos saber que Instituições Oficiais do “Primeiro Mundo” oferecem atraentes prêmios a cientistas que desenvolvam suas pesquisas e descobertas unicamente “in vitro” (sem emprego de animais);
b. entristece-nos saber que nos EUA existem indivíduos que, por dinheiro, se oferecem como cobaias. Aliás, aqui mesmo no Brasil, os jornais amiúde anunciam rins e olhos de pessoas que se dizem saudáveis e dispostas a doá-los mediante “expressivo agradecimento… em dinheiro”.
Obs.: Nossa legislação proíbe o comércio de órgãos humanos. (Vide Constituição/1988 – art. 199 § 4Q.) Só admite a doação entre parentes. Visa a lei evitar comércio camuflado em “gestos de generosidade”. Antes de prosseguirmos, vejamos importantes considerações a respeito da dor, contidas no Cap. XIX do livro Ação e Reação, psicografado pelo médium Francisco C. Xavier, de autoria do Espírito André Luiz, consignando a dor em três diferentes situações:
1 – Dor-Evolução
Age de fora para dentro, aprimora o ser, dá-lhe progresso. Cita exemplos: animais em sacrifício, a semente na cova, a criança chorando…
2 – Dor-Expíação
Age de dentro para fora. Marca a criatura no caminho dos séculos, situando-a em labirintos de aflição, regenerando-a e quitando-a perante a Lei Divina de Justiça.
3 – Dor-Auxílio
E’ aquela representada, na maioria das vezes, na visita de prolongadas doenças físicas, impeditivas de maiores quedas morais nos abismos da criminalidade. Ou, ainda, como elemento preparatório para a transição da morte, habilitando o ser a longas reflexões.
I – Presença da dor na Terra
A dor está presente em todos os seres vivos: homens, animais e vegetais. Vejamos a função da dor em cada caso:
1 – Homens
Desde os tempos mais remotos até nossos dias, a dor vem sendo considerada por muitos como “castigo de Deus”. Esse é um tremendo equívoco pois Deus não castiga o pecador nem concede prêmios ao justo: o que realmente existe são as Leis Divinas, balizando o comportamento humano; tais Leis – no caso a de Justiça – têm inarredável aplicação e isso foi conceituado por Jesus quando afirmou que “A cada um segundo suas obras”.
Como atribuir ao Pai – Amor, Bondade, Inteligência, Justiça supremas – o sentimento de “castigar”? Ficar feliz ou triste, ante o justo ou o pecador? Ou “vingar-se”? Sinceramente: isso é reduzir Deus às emoções humanas. Jamais! Há que dimensionar Deus em escala maior, muito maior: a Perfeição inalcançável, o Amor eterno, o Criador de tudo e de todos! E, ainda assim, são reduzidíssimas as possibilidades vocabulares de expressar ou conceituar o Criador.
No patamar evolutivo terreno, somente em nosso coração Deus pode ser sentido, dentro do possível. Quando um banhista tiver seus pés beijados pelas espumas das ondas marinhas se espraiando, e quando molhar suas mãos num gesto instintivo, poderá comparar, ainda que pobremente, a grandeza de Deus: Ele é o mar e as gotas são o máximo que nossa compreensão alcança. A dor é inapelável consequência do erro.
Eficiente professora, todos os que se desviam do reto proceder automaticamente se transformam em seus alunos. Aprendem, às vezes em duros embates, decorrentes de inconformismo ou blasfêmias, que, longe de ser uma inimiga, ela – a dor – é anunciação de que a felicidade está inquieta ante a demora do sofredor em conquistá-la. Alertando quanto às consequências dos maus atos, impede sua perpetuação neles. Em última análise, é corretora de desvios comportamentais fraternos.

Quando o espírito se compenetra de que colherá segundo o que plantar, entende, na amplitude, o conselho do Cristo: “A cada um será dado segundo suas obras”. Parece-nos que esse conselho é dirigido mais àquele que transgrida a Lei Divina do Amor, grande maioria da humanidade, nós inclusive. Assim, não será prudente nem admissível conjeturarmos sobre eventual falha da Vida, que imponha sofrimento a inocentes. A Natureza, mais propriamente Deus, Nosso Pai, é a Suprema Inteligência e de forma alguma se enganaria ao atribuir expiações ou provações.
Repetimos: é urgente destruir o conceito de que Deus “castiga” ou “premia” – as Leis Naturais, criadas antes dos seres, balizam toda sua trajetória evolutiva. Por isso, aquele que sofre, sofre na medida exata da sua própria culpa e na dimensão adequada à sua capacidade de resgate. Uma doença, por exemplo, numa representação cartesiana – da manifestação à cura -, percorrerá uma curva de nível em que a ordenada (eixo vertical) será a intensidade de sofrimento (dores físicas, angústias, sequelas etc.), e a abscissa (eixo horizontal) será o tempo de duração.
Muito contribui o Espiritismo nessa questão. Se tal gráfico quantifica a dor, a Doutrina Espírita a qualifica, isto é, remonta-a prospectivamente à origem. Como? Pelos postulados da reencarnação, bênção das bênçãos divinas, onde os registros do Tempo tudo anotam, relativamente a cada criatura. Tão sublime e tão elevada é a reencarnação, e tão celestiais seus administradores (Entidades Siderais), que seria imperdoável ousadia humana, à vista apenas do presente, perscrutar seus fundamentos em busca de eventuais enganos.
Do tipo: “Por que criancinhas morrem tragicamente?” “Por que Aids em crianças?” “Por que há os que nascem cegos?” “Por que coletividades morrem à míngua, de fome?”…Certamente, e apenas disso podemos estar certos, são dívidas antigas, contraídas em outras vidas. (NOTA: Tanto pode ser uma expiação: pagamento de dívidas pretéritas ou uma prova: requisitada para o seu aprimoramento).
Pelos mecanismos reencarnacionistas, todos evoluem, de vida em vida, de erro em erro, de acerto em acerto, de aprendizado em aprendizado, de convivência em convivência, de resgate em resgate, de aquisição em aquisição…O mundo não é residência exclusiva de inquilinos humanos: nesse trajeto evolutivo, o racional a princípio não o era, vindo dos reinos inferiores, tutelado sempre por prepostos de Jesus. Até por reconhecimento disso, quando não seja por gratidão, não cabe ao homem dispor da vida dos seus irmãos animais, seja a que título for.
Há “espíritos da Natureza” cuja missão é proteger os animais, sob orientação de espíritos elevados. Podemos imaginar o que sentem esses Mensageiros do Amor Divino ante a dor imposta pelos homens aos animais? O homem, no início de seu estágio evolutivo como racional, recebe de Deus uma essência (a mônada, da qual trataremos adiante), contendo potencialmente todos os atributos divinos, qual semente que terá de vencer toneladas de terra, para um dia, árvore, frutificar. No âmago da consciência, certamente até mesmo os cientistas – privilegiados cérebros humanos – hão de registrar que o sacrifício de animais é procedimento que coloca a Ciência em rota de colisão com a Natureza, mãe dadivosa de todos os seres vivos.
Falando-se de pesquisas científicas – segmento da agropecuária – inaceitável é a profanação da naturalidade genética, em busca de ganhos financeiros; seus responsáveis, nas etapas reencarnacionistas seguintes, muito provavelmente terão estágios de grande carência material, talvez até em países onde o animal seja exacerbadamente protegido, intocável.
2 – Animais
Muitas pessoas questionam o fato de os animais sofrerem, muitas vezes cruelmente, sem que isso possa ser enquadrado na Justiça Divina, eis que não possuem consciência, nem livre-arbítrio, e, em consequência, neles não há débitos a resgatar. No caso dos animais, precisamos considerar que neles a dor age como impulso evolutivo:
– ante o perigo, o instinto de sobrevivência conduz a mecanismos de defesa: ocultação, fuga, combate;
– quando feridos, os próprios animais, eventualmente seus companheiros, lambem os machucados numa rudimentar ação de assepsia, na busca da cura ou alívio – isso representa os primórdios da fraternidade;
– quando morrem em acidentes ou em sinistros naturais, ou ainda quando por qualquer razão ficam aleijados, há nesses fatos todo um quadro de aquisição de experiências e aprendizados marcantes, relativo à dor, que impregna o ser para a eternidade;
– quando abatidos ou injuriados pelo homem, de forma intencional ou não, seja pelo motivo que seja, duas hipóteses, no mínimo, podem ser avocadas:
1a -trata-se da “dor-evolução” e seu sacrifício promove ou resulta no bem.
2a -talvez o animal esteja no final da depuração evolutiva de sua linhagem.
Essa última hipótese tem que socorrer-se das escalas evolutivas dos seres:
• não seriam os bovinos o último degrau evolutivo da linhagem dos mamíferos predadores de grande porte, hoje extintos?
• os gatos não seriam a resultante evolutiva dos felídios?
• os cães não seriam o topo da árvore genealógica dos canídeos?
• os roedores, sucumbindo aos milhares nos laboratórios de pesquisas, não estariam atenuando seu repulsivo contato com a Humanidade? Não podemos esquecer que os “hamster”, as cobaias e mesmo os coelhos são animais de muito agradável presença, já havendo os domésticos.

• quanto aos animais domésticos em geral, que recebem cuidados e conforto extremos, será que isto os tornam realmente felizes? Até que ponto sua natureza valoriza essa artificial “humanização”? Um cão, tratado com sofisticação, talvez não apreciasse mais rolar na grama, correr pelos campos, matos ou grandes espaços, junto a outros companheiros, do que viver segregado em apartamentos, sobre almofadas acetinadas?
E, ainda, às dietas impostas, um “mísero” ossinho não o agradaria mais? E que dizer de seus impulsos sexuais: ou impedidos ou realizados em encontros híbridos de naturalidade?Agora, o mais grave: o que pensar dos cães, geralmente de grande porte e naturalmente ferozes, serem treinados para ataque, sendo-lhes incutidas maiores doses de agressividade, brutalidade, destruição? E ainda pior: animais treinados para duelos com similares ou não, tendo por pano de fundo grandes apostas financeiras.
Francamente: os dois últimos casos (cerceamento da sexualidade e aumento da ferocidade) representam, respectivamente, vertentes da ignorância e crueldade humanas; quanto aos demais, matéria para reflexão.
A ignorância desaparecerá à medida que o homem evolver, em mundos compatíveis ao seu estágio moral. A crueldade, porém, significa contração de pesadas dívidas ante o tribunal da consciência de quem a pratica; esses, despertos pelo arrependimento desses sonhos trevosos a que voluntariamente se entregaram, terão a dor por corregedoria; seus sofrimentos serão proporcionalmente iguais aos que infligiram. Provavelmente, esta seja uma das causas de tantas doenças, tantas anomalias congênitas, tantos desastres mutiladores.
3 – Vegetais
Existem doenças peculiares que exigem adubos e fungicidas.Plantas domésticas “apreciam” o carinho de quem as trata, tanto quanto se retraem ante agressões físicas, sonoras ou ambientais. Uma árvore tombada no chão é um dos espetáculos que mais deprimem os amantes da Natureza: a seiva escorrendo dos troncos e galhos, as folhas murchando e perdendo o brilho.
4 – Minerais
Os minerais sofrem dor? O Espírito André Luiz, na obra citada neste capítulo, informa que “o ferro sob o malho sofre a dor-evolução, ajudando o progresso da economia da vida em expansão”. Tal citação, salvo melhor juízo, traduz tão-somente figura poética, judiciosamente aplicada dentro do contexto em que foi inserida.
5 – A dor no século XXI
A Medicina, desde seus primórdios, vem buscando formas de combater a dor, mal que afeta a todos os seres vivos. Apenas para citarmos um exemplo: a Humanidade sofre de cerca de cem tipos diferentes de dor de cabeça, segundo classificação feita em 1988 pela “Sociedade Internacional de Cefaléia”. Foram encontradas múmias com trepanação craniana (perfuração cirúrgica), indicando que a dor de cabeça é velha companheira do homem.

Analgésicos e incontáveis terapias da atualidade certamente serão modificados no decorrer do século. Concentram-se hoje os cientistas em trabalhar nos chamados “portões da dor”: um na medula espinhal e outro nas terminações nervosas específicas, na periferia do trauma (ou da injúria), que desencadeiam a dor. A idéia é fechar tais “portões”, copiando a Natureza, com a administração de drogas, semelhantes à endorfina (produzida pelo sistema nervoso central).
A endorfina é um tipo de morfina fabricada pelo corpo. Parte desse processo já vem sendo empregada nas cirurgias, sendo previamente administrados anestésicos locais no ponto do machucado, além dos gerais. Com isso, as mensagens da dor, na hora e após a cirurgia, são bloqueadas e a recuperação do paciente é sensivelmente menos dolorosa. Para casos extremos a Medicina já realiza as chamadas “cirurgias analgésicas”, que interrompem o fluxo dos sinais de dor, seccionando partes das vias que os conduzem.
Feitas as considerações acima, cabe questionar quanto aos progressos da Medicina que sinalizam a supressão total da dor num futuro breve:
Fato 1- Presença da dor
• a dor acompanha todos os seres vivos, desde sua criação;
• a dor é sempre subjetiva (cada indivíduo aplica a palavra segundo experiências relacionadas a machucados no início da vida);
• a dor ocorre também por razões psicológicas, ausentes quaisquer ferimentos ou lesões;
• a dor provoca reações com alguma semelhança, principalmente entre homens e animais.
Fato 2 -Ausência da dor

• sem dor, o sistema de vida neste mundo será infinitamente melhor que o atual;
• devem ser excluídos do item anterior os casos em que a ausência da dor se deve a alguma morbidez, tal como a hanseníase (hansenianos têm graves traumas, pois a insensibilidade não promove cuidados ou defesas em casos de ferimentos).
Fato 3 – Fundamento espiritual da dor
• necessariamente, a evolução espiritual distancia o indivíduo da dor;
• a dor é um processo de despertamento que age em potencial: só se apresenta quando alguma coisa está errada – tanto espiritual, quanto materialmente se falando;
• não fosse a dor, todos os que agissem erradamente, muitas vezes com crueldade, jamais retificariam tão infeliz trajetória: o mal, neles, se perpetuaria;
• pelo princípio da compulsoriedade os Mensageiros Celestiais, norteados pela Justiça Divina, freiam o mau comportamento do réprobo que, em consequência, sofre alguma doença ou incapacidade, dolorosas e inibitórias – desde a existência presente ou em vidas futuras.
Como podemos conjeturar, a dor é um mecanismo de alerta. Dos mais eficientes… Com ou sem lesão, manifesta-se de início sobre o organismo, impondo reação imediata ao princípio espiritual do sofredor (homem ou animal), visando expurgá-la. Livrar-se da dor é ato intrínseco dos seres viventes normais. Supor que tal processo seja totalmente banido da face da Terra, remeter-nos-á a transcendentais consequências, emergindo a principal: o mundo deixando de ser de “provas e expiações”, sendo promovido a “mundo de regeneração”, no elevado dizer de Allan Kardec.

Em acontecendo tal promoção, seus habitantes serão mais felizes.Quando isso ocorrerá? No Terceiro Milênio, que já se avizinha? Seria imprudente responder, mas pela Lei Divina do Progresso esse é o nosso futuro. Hermínio C. Miranda, festejado escritor espírita, diz-nos: “As dores resultam precisamente do nosso atrito com as ordenações cósmicas criadas para corrigir desvios, a fim de que o universo não reverta ao caos de onde saiu e, ao mesmo tempo, para que cada um encontre o seu caminho na longa peregrinação de volta a Deus.
Com cerca de dois milênios de genuína prática cristã – leia-se comportamento adequado —, não teríamos conjurado de todo as dores do momento que vivemos, mas, pelo menos, estaríamos preparados para elas, cientes e conscientes de suas razões e de suas motivações corretivas.
Possamos gravar bem à vista, nos escaninhos da memória, que a dor costuma marcar o momento primeiro no qual a libertação começa a alvorecer, desde que tenhamos aprendido a lição, às vezes dura, que ela nos ministra. Para que este conceito se implante, contudo, e lance suas raízes e suscite, em nossa intimidade, urgentes mudanças de postura e de ação, impõe-se a premissa de que somos seres imortais, reencarnantes e responsáveis, programados, desde as desconhecidas origens, para a felicidade total e a paz definitiva.”
Quanto à Medicina descobrir meios para banir a dor, isso é maravilhoso. Cumpre apenas ponderar quantos sofredores terão condições de usufruir dessa benesse, já que, atualmente, muitos outros progressos científicos estão a “milhas de distância” de grande parte das pessoas e até mesmo de países, por questões financeiras ou políticas.

Somente com a implantação do Reino de Deus, que é o do Amor, a Humanidade terá a dor como lembrança e como angelical motivação para auxílio nos mundos onde ainda exista.

Obs.: 6 – Dor nos vegetais – duas proposições:
a. Espírito André Luiz, em Ação e Reação, Cap. XIX:
• “os vegetais progridem pela dor-evolução”;
b. Léon Denis, em O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Cap. XXVI – A Dor:
• “tudo o que vive neste mundo: Natureza, animal, homem, sofre”…
• “o homem precisa do sofrimento como o fruto da vide precisa do lagar para se lhe extrair o licor pre¬cioso”.
Sem muito esforço, creditamos os conceitos acima à insuficiência da linguagem humana, para melhor explicitar o progresso dos vegetais, por ações em muito semelhantes às que nos animais e nos homens lhes causam dor (quaisquer danos físicos).

Eurípedes Kuhl